Algumas pessoas sentem desde cedo uma paixão que servirá como locomotiva para seu caminho na vida. Outras demoram décadas até achar o ponto do mundo em que sentem-se mais vivas. Eu fui algo entre os dois extremos: durantes a maior parte da vida, admirei de longe o mundo do ballet e mantive latente um desejo de manter o meu corpo todo sobre meus dedos. Ouvia músicas e criava coreografias que achei que jamais teria capacidade de dançar. Há quatro anos atrás, decidi que eu deveria me dar o direito de correr atrás dos meus sonhos.
No começo foi triste notar que se tivesse corrido atrás anteriormente, talvez toda minha vida fosse diferente. Mas não mudaria nada, nem sequer um passo errado. Pois no dia de hoje eu sinto a recompensa máxima de poder me sustentar em uma linha incrível de um universo alternativo cujo portal é a porta da sala de dança. Através do meu sonho, pude conhecer pessoas incríveis, ter a sensação de voar e ganhei ainda mais prazer ao assistir as profissionais deslumbrantes tocarem minha alma e meu coração com sua arte.
Você não pode me culpar por considerar o visual que usei na noite que conheci Ana como meu novo outfit da sorte.










